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Museu Nacional do Azulejo

Criado em 1965, tornou-se Museu Nacional do Azulejo em 1980 e está instalado no antigo Convento da Madre de Deus. Dá a conhecer a história…

Grátis para residentes em Portugal até 52 dias por ano (Acesso 52). Apresente o Cartão de Cidadão e indique o NIF na bilheteira.

Criado em 1965, tornou-se Museu Nacional do Azulejo em 1980 e está instalado no antigo Convento da Madre de Deus. Dá a conhecer a história do azulejo em Portugal, protegendo e promovendo uma expressão artística diferenciadora da cultura portuguesa no mundo. 
Foi distinguido, em outubro de 2023, com o Prémio Mundial na categoria de Melhor Museu, na 7.ª edição anual dos Remarkable Venue Awards promovida pela Tiqets, plataforma online de reserva e compra de bilhetes.
A coleção do Museu Nacional do Azulejo abrange a produção azulejar da segunda metade do século XV até à atualidade. Além do azulejo, a coleção integra peças de cerâmica, porcelana e faiança dos séculos XVI a XXI. No início da exposição permanente encontra-se um pequeno núcleo que ilustra os materiais e técnicas de manufatura do azulejo. A partir desta introdução, o percurso expositivo segue uma organização cronológica.
No seu vasto e precioso acervo, encontramos alguns dos nossos “tesouros nacionais”, como os painéis Caça ao Leopardo (1650-1655), Cortejo de Galateia com Sileno e Triunfo de Anfitrite e Neptuno (c. 1670), História do Chapeleiro António Joaquim Carneiro (c. 1800), Lição de Dança (c. 1707), de Willem van der Kloet, ou o monumental Grande Panorama de Lisboa, atribuído a Gabriel del Barco (1649-1703), um mestre espanhol que retratou a cidade antes do terramoto de 1755. Destaque ainda para o Retábulo de Nossa Senhora da Vida (1580), atribuído ao pintor português Marçal de Matos, uma das peças mais importantes da história da azulejaria portuguesa, e para o Presépio do Convento da Madre de Deus (c. 1750), de António Ferreira, obra de primeira grandeza da escultura barroca em Portugal.
Fundado em 1509 pela rainha D. Leonor, o edifício do Convento da Madre de Deus sofreu transformações devido a diversas campanhas de obras, salientando-se o claustro maneirista do século XVI; a igreja, decorada com importantes conjuntos de pinturas e revestimentos azulejares; a sacristia, com um arcaz de madeira do Brasil e emolduramentos de talha integrando pinturas; o coro alto, com rica ornamentação em talha dourada; e a capela de Santo António, com decoração barroca setecentista e uma grande quantidade de telas da autoria do pintor André Gonçalves.

Lisboa de Borla
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